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Concurso Miss Bacabal acontecerá em novembro

O próximo mês de novembro promete entrar para a história da beleza da mulher bacabalense. Nesse mês acontecerá a grande festa que elegerá a...

Treine Reis Magos

Treine Reis Magos


A prefeitura deve retirar as cores (verde e amarela) e substituir pelas cores da bandeira do município (azul e branco)
A prefeitura deve retirar as cores (verde e amarela) e substituir pelas cores da bandeira do município (azul e branco)
O promotor de justiça Douglas Assunção Nojosa reformulou o pedido do ministério público, realizado no dia 23 de agosto, através da 1º Promotoria de Justiça da Comarca de Chapadinha, que recomenda à prefeita Maria Dulcilene Pontes Cordeiro a retirada das cores de seu partido de todos os bens públicos e dos uniformes dos alunos e servidores da cidade.
O prazo para que a prefeitura atenda a recomendação do Ministério Público é de 30 dias.  Na recomendação do MP consta que a prefeitura deve adotar as cores oficias da bandeira do município (azul e branca), para a confecção de placas, caracterização de veículos, bens moveis, imóveis, vestimentas ou qualquer ato do governo.
O município deve informar ao Ministério Público, no prazo de 10 dias, as providências a serem adotada. Em caso de descumprimento da Recomendação, a 1º Promotoria de Justiça da Comarca de Chapadinha deverá adotar as medicas judiciais cabíveis.
Programa ‘Mais IDH’ está transformando a vida dos moradores do Médio Mearim e do Cerrado Maranhense. Foto: Divulgação
Programa ‘Mais IDH’ está transformando a vida dos moradores do Médio Mearim e do Cerrado Maranhense. Foto: Divulgação
Realidade transformada e grande esperança e expectativa de dias ainda melhores. Assim se sentem os moradores do Médio Mearim e Centro Maranhense que estão sendo contemplados com ações diversas do Plano de Ações ‘Mais IDH’. Em São Raimundo do Doca Bezerra e São Roberto, no Médio Mearim; e Itaipava do Grajaú, Jenipapo dos Vieiras e Fernando Falcão, no Centro Maranhense já começam a chegar novas escolas, equipamentos de Segurança Alimentar, sistemas de abastecimento, apoio à produção agrícola e educacional, entre outros. O ‘Mais IDH’ promove ações pela elevação dos índices sociais nos municípios mais pobres do Estado.
A participação das comunidades é uma marca da gestão Flávio Dino, que disponibilizou nesta e nas demais regionais a possibilidade de escolher qual a medida a ser executada em sua região. Até dia 31 de agosto, o Governo do Estado convida a população a somar nas decisões sobre o Orçamento de 2017, acessando o site Participa.MA. O ponto de votação da regional foi instalado no Centro de Ensino Antônio Corrêa – Anexo I, município de São Roberto.
Mais de 15 comunidades nas cidades da região serão beneficiadas com a construção de poços e ligações domiciliares. Pela primeira vez o líquido chegará nas casas dessas comunidades rurais antes esquecidas. O trabalho na garantia da saúde desta população se soma às ações das equipes de médicos, enfermeiros e técnicos da Força Estadual de Saúde do Maranhão (Fesma), que em apenas quatro meses já fizeram mais de 17,7 mil atendimentos nas cidades que compõem a regional. A Fesma é outra iniciativa de grande alcance do Plano ‘Mais IDH’.
Cerca de 500 famílias da regional são beneficiadas com apoio a produção da agricultura familiar. Com os Sistemas Integrados de Tecnologias Sociais (Sistecs) as famílias recebem orientações e acompanhamento com técnicos da Secretaria de Agricultura Familiar (SAF) para que iniciem sistemas de produção de baixo custo. Nesta lista estão de sistemas estão piscicultura, pequenas granjas, hortas, fruticultura, criação de suínos ou de outros animais de pequeno porte. O projeto possibilita, ainda, o acesso a recursos em dinheiro para desenvolvimento desses cultivos.
A educação nos cinco municípios vai ser qualificada com a construção de 16 novas escolas por meio do programa ‘Escola Digna’. Crianças e jovens que estão estudando de maneira precária em escolas de taipa e barro terão a alegria de construir um futuro melhor em escolas adequadas. Destas, sete contemplarão as comunidades indígenas. Mais de 11,2 mil estudantes de baixa renda puderam ter a chance de pela primeira vez comprar material escolar com o apoio financeiro do programa ‘Bolsa Escola – Mais Bolsa Família’. Foram cerca de R$ 460 mil destinados aos cinco municípios do Médio Mearim e Centro Maranhense.
Reforço ainda maior foi dado na educação com a alfabetização de jovens e adultos que participaram do projeto ‘Sim, Eu Posso!’, que ensina a ler e escrever em apenas 10 meses. As cidades de São Raimundo do Doca Bezerra, Itaipava do Grajaú e Jenipapo dos Vieiras são alguns dos locais onde já foram iniciadas turmas.
Cada uma das cidades da regional ganharão uma Cozinha Comunitária. As unidades oferecerão 500 refeições por dia, feitas com hortifrutigranjeiros vindos da agricultura familiar das próprias comunidades. A alimentação preparada nas cozinhas vai garantir alimentação de qualidade, conforme orientações da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO/OMS). Os equipamentos funcionarão de segunda a sexta-feira, com exceção dos feriados, no horário das 11h às 13h30.
Programa ‘Mais IDH’ está transformando a vida dos moradores do Médio Mearim e do Cerrado Maranhense. Foto: Francisco Campos/SES
Programa ‘Mais IDH’ está transformando a vida dos moradores do Médio Mearim e do Cerrado Maranhense. Foto: Francisco Campos/SES
O Plano ‘Mais IDH’ garante, ainda, às comunidades o exercício da cidadania com os Mutirões do ‘Mais IDH’, que, entre outras atividades, tornam possível a emissão de documentos de identidade – foram mais de nove mil emitidos. Já na área da saúde, o mutirão possibilitou atendimento em atenção básica e média complexidade para mais de 12 mil pessoas. Viano Guajajara, morador de São Raimundo Doca Bezerra, foi um dos atendidos na ação e ficou satisfeito em poder ter seu documento de identidade. “Até agora eu só tinha certidão de nascimento. Agora vou tirar a minha carteira de identidade”, contou.
A dignidade destas pessoas é resgatada com cada uma dessas ações que foram pensadas com base nas necessidades reais e mais emergenciais destas comunidades, avaliou o secretário de Estado de Educação (Seduc), Felipe Camarão. Segundo ele, com o Plano ‘Mais IDH’, o Governo do Estado está tornando possível o acesso a serviços que nunca chegaram a estas regiões. “Com este programa a gestão mostra seu compromisso em melhorar a realidade destas pessoas garantindo condições dignas de vida”, concluiu o gestor.
Nice Moraes/ Agência Assembleia

Marcos Caldas assume o mandato de deputado estadual, durante sessão
A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Maranhão, na sessão de terça-feira (23), deu posse ao deputado Marcos Caldas (PSDB) que assumiu a vaga do deputado licenciado Alexandre Almeida (PSD).
Logo após a posse, seguida dos cumprimentos dos colegas de parlamento, dos parentes e amigos que foram prestigiá-lo, Marcos Caldas – que é natural da cidade de Brejo e que assume pela terceira vez o mandato de deputado estadual - usou a tribuna para agradecer o retorno à Casa e afirmar é da base do governo Flávio Dino e que o seu trabalho será em benefício do povo do Maranhão.
Também ressaltou que sempre foi um deputado independente e sempre defendeu e continuará defendendo as causas corretas e direito do Maranhão. “Nunca tive e nem tenho padrinho político. Sempre fui um deputado independente. Nesta legislatura, da qual estou fazendo parte a partir de agora, sou da base do governador Flávio Dino. Quero me somar com todos vocês para que a gente possa fazer um grande trabalho em benefício do Maranhão. V. Ex.ªs vão encontrar no Marcos Caldas um parceiro e um amigo; podem contar para tudo o que for preciso, desde que seja em benefício para a população e para o Estado do Maranhão”, garantiu o deputado.
Histórico
Marcos Caldas é o primeiro suplente de uma coligação que elegeu três deputados: Sousa Neto (PROS), Paulo Neto (PSDC) e Alexandre Almeida (PSD). Caso o deputado Alexandre Almeida consiga se eleger prefeito de Timon nas eleições de outubro, Marcos Caldas assume efetivamente o mandato de deputado estadual. “Estou aqui assumindo a cadeira do deputado Alexandre Almeida que, se Deus quiser e ganhar a Prefeitura, eu fico de vez aqui”, afirmou Marcos Caldas.
Ele foi eleito na primeira vez com 15.091 votos, sendo o primeiro da coligação; foi reeleito com 27.508 para o segundo mandato, sendo o mais votado da sua coligação que elegeu cinco deputados. Na terceira eleição teve 30.824 votos, mas por questão de legenda, não foi eleito.
Apartes
Em apartes os deputados Stênio Rezende (DEM), Antônio Pereira (DEM), Edivaldo Holanda (PTC), Paulo Neto (PSDC), Rogério Cafeteira (PSB), Edilázio Júnior (PV), Valéria Macêdo (PDT), Fábio Braga (SD) e Othelino Neto (PCdoB), parabenizaram Marcos Caldas pelo retorno ao legislativo estadual e enfatizaram que a sua presença engrandecerá os trabalhos da Casa em benefío da população do Maranhão.
“V. Ex.ª passou aqui dois mandatos diretos e, sem dúvida nenhuma, foi um dos instrumentos que ajudou esta Casa a mudar para melhor. Seja bem-vindo; o Maranhão vai ganhar muito com sua presença neste Parlamento, pois é um homem de debate, de posição, um deputado atuante que representa muito bem não só a região leste do Estado, mas o estado do Maranhão”, acentuou Stênio Rezende.
V. Exa. é um lutador, combativo, trabalhador, inteligente, corajoso e traz todas as características agora de novo neste mandato. Tenho absoluta certeza de que V. Exa. vai contribuir com o desenvolvimento desta Casa. Nós estávamos precisando de um deputado com as características de V. Exa. neste momento pelo qual passa esta Casa, pelo qual passa o Maranhão. Parabéns e sucesso nessa nova empreitada”, disse Antônio Pereira.
V. Exª teve um mandato exemplar neste Parlamento e me sinto feliz e honrado em vê-lo mais uma vez neste Plenário para participar dos debates, das atividades legislativas deste Poder. A sua ausência nesta Casa foi um prejuízo para este Poder e para o Estado. Deus abençoe V. Ex.ª nesse retorno e no seu trabalho. Seja bem-vindo”, disse Edivaldo Holanda.
“Eu quero registrar também a minha alegria de vê-lo novamente aqui no Parlamento Maranhense, atuando como sempre foi. Tive a honra de na legislatura passada ter sua companhia aqui como parlamentar e aprendi muito também com V. Exa. pela sua coragem e atuação. Sempre bravo, defendendo a sua região e as suas proposições nesta Casa. Com certeza o senhor vai somar mais uma vez aqui na defesa do nosso povo maranhense trazendo proposições e também as cobranças que são necessárias para que o Governo cada vez trabalhe mais pelo nosso povo. Seja bem-vindo”, enfatizou Valéria Macêdo.

“Seja muito bem-vindo a esta Casa, V. Ex.ª, certamente, vai colaborar muito com a Assembleia Legislativa e com o nosso Estado”, disse Othelino Neto. 


Secretaria de Saúde havia reservado cerca de R$ 6.8 milhões para obras.
Secretaria de Infraestrutura disse que retomou obras em duas cidades.

Do G1 MA com informações da TV Mirante










Obras pra construção de clínicas de hemodiálise em sete cidades maranhense, que começaram a ser feitas em 2014 estão paradas, algumas tomadas pelo mato. Se esses lugares estivessem funcionando poderiam amenizar o sofrimento de pacientes renais, que atualmente têm que viajar até 30 horas por semana pra conseguir fazer o tratamento.

O hospital de Chapadinha era pra ser um centro de especialidades regional. Só nele, foram destinados R$ 17 milhões em 2014. No entanto, a obra parou no ano passado e junto com ela, a construção centro de hemodiálise - uma carência na região.

Nesta semana, o JMTV mostrou o sacrifício dos pacientes renais de Chapadinha que precisam viajar 1.500 quilômetros por semana para fazer o procedimento em São Luís, um desgaste que atrapalha o tratamento.

No meio do mato uma estrutura foi abandonada. O material que seria usado nas paredes do setor de hemodiálise do hospital chegou no final de 2014 e deveria estar montado três meses depois. Mas o tempo passou, o mato cresceu e nada foi feito.
Centro de Hemodiálise de Chapadinha seria construído nessa área, mas obra sequer começou (Foto: Reprodução/TV Mirante)Construção do Centro de tratamento de hemodiálise de Chapadinha sequer começou (Foto: Rep.TV Mirante)












O valor total do contrato para a construção do centro de hemodiálise chega perto de R$ 1 milhão, quase o mesmo valor do centro de tratamento de hemodiálise de Imperatriz, obra que também está paralisada.

No total, a Secretaria Estadual de Saúde havia reservado cerca de R$ 6.800.000 para a construção de sete centros para pacientes renais no estado. O contrato foi assinado em 2014, com previsão de entrega no ano seguinte. No entanto, nenhuma obra foi concluída até hoje.
Em São José de Ribamar, o material de construção está amontoado, com a obra parada há mais de um ano. Os trabalhos também não andaram em Pinheiro, Santa Inês e nem em Coroatá, onde o mato também já toma conta da obra.

“Muita gente fazendo tratamento fora e nós precisa (sic) disso aqui”, lamentou o aposentado Antônio Lisboa, morador da cidade de Coroatá.

A Secretaria Estadual de Infraestrutura informou que retomou as obras em Pinheiro e em São José de Ribamar - apesar de nossa equipe não ter encontrado ninguém trabalhando.

Em Chapadinha, Coroatá e Imperatriz, a secretaria diz que está resolvendo "trâmites burocráticos" necessários pra concluir as obras nos centros de hemodiálise.  E que o centro de hemodiálise em Nina Rodrigues também está incluído no cronograma das obras que serão retomadas em breve.

O governo disse ainda que os hospitais macrorregionais, inaugurados recentemente no interior do estado, também devem oferecer serviços de hemodiálise. Só não disse, a partir de quando.


Prestarão depoimento ex-ministro Nelson Barbosa e professor Ricardo Lodi.
Bate-boca entre Renan e Gleisi marcou segundo dia de depoimentos.

Do G1, em Brasília *

26/08 - Vista geral do plenário do Senado, em Brasília, durante o segundo dia da sessão do julgamento final do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)O plenário do Senado, em Brasília, durante o segundo dia da sessão do julgamento final do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)
O plenário do Senado retoma na manhã deste sábado (27) o depoimento das últimas testemunhas no julgamento final do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff. A sessão, marcada para as 10h, ouvirá o ex-ministro da Fazenda Nelson Barbosa e o professor de direito da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) Ricardo Lodi, que será ouvido como informante.

Ambos foram indicados pela defesa da petista e sucedem outras três testemunhas indicadas pela defesa ouvidas na véspera, o economista Luiz Gonzaga Belluzzo; o professor de direito da UFRJ Geraldo Prado,  da Universidade Federal do Rio de Janeiro; e o ex-secretário-executivo do Ministério da Educação Luiz Cláudio Costa.
A reinício da sessão neste sábado foi acordada entre os senadores com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, e correrá sem pausa para o almoço.
No início da noite, o advogado de Dilma, José Eduardo Cardozo, pediu que as falas fossem adiadas para este sábado, alegando "lógica procedimental". Na prática, segundo o G1apurou, a defesa adotou essa estratégia para evitar que a sessão transcorresse ao longo da madrugada.
Desde quinta (25) os senadores estão ouvindo os depoimentos das testemunhas de acusação e de defesa. Ao longo da sessão, os parlamentares formulam questionamentos aos depoentes para que esclareçam os pontos relacionados à acusação de que Dilma cometeu crime de responsabilidade.
Testemunhas de defesa
Na sessão desta sexta, Belluzzo, professor da Unicamp e primeiro a falar, foi na contramão das acusações ao afirmar ter havido um"excesso de responsabilidade fiscal" no governo Dilma. Em 2015, completou, ela teria cometido uma "despedalada" em 2015, contigenciando recursos em um momento de queda da arrecadação.

Segundo a falar, Geraldo Prado negou a existência de crime de responsabilidade e afirmou que uma condenação de Dilma seria "injusta". "Não há ato, no caso do Plano Safra, imputável à presidente Dilma", disse, em referência aos atrasos do governo em ressarcir o Banco do Brasil por financiar o programa de crédito rural.
Por fim, Luiz Cláudio Costa sustentou que os decretos de crédito suplementar assinados por Dilma"não causaram impacto fiscal", ao contrário do que diz a acusação.
"A gestão fiscal é feita por decretos de contingenciamento, e esses decretos foram efetuados. O MEC teve quatro, que chegaram perto de R$ 10 bilhões", afirmou. "Tivemos um decreto de suplementação que permitiu o manejo, mas tivemos decretos de contingenciamento que fizeram a gestão fiscal", completou.









Sessão
A segunda sessão do julgamento final foi marcada pelo aumento no tom das discussõesentre os senadores em relação ao primeiro dia. O próprio presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), desceu ao plenário para criticar fala de Gleisi Hoffmann (PT-PR), de que metade da Casa não tinha moral para julgar Dilma.
"Justamente uma senadora que, há 30 dias, o presidente do Senado conseguiu, no Supremo Tribunal Federal, desfazer o seu indiciamento e o do seu esposo, que havia sido feito pela Polícia Federal", disse Renan.
O comentário do presidente do Senado sobre Gleisi indignou senadores da oposição ao governo Michel Temer. Em meio à fala de Renan, Lindbergh classificou a declaração de "baixaria". Já Gleisi gritou que “não era verdade” a afirmação do senador do PMDB.

As declarações de Gleisi levaram a senadora Ana Amélia (PP-RS) a entrar com um requerimento no Conselho de Ética para pedir que a colega se explique.
Depoimento de Dilma
A próxima etapa prevista para o julgamento final de Dilma Rousseff prevê o depoimento da presidente afastada na segunda (29), pela manhã.
Ela terá 30 minutos para apresentar sua defesa e, na sequência, responderá a eventuais perguntas formuladas pela acusação, pela defesa e por senadores.
* Colaboraram Renan Ramalho, Fernanda Calgaro, Filipe Matoso, Mateus Rodrigues, Gustavo Garcia e Laís Lis, do G1, em Brasília

laryssaborges

Em meio às discussões e debates entre senadores e testemunhas no processo de impeachment, o procurador da República Ivan Cláudio Marx reagiu nesta sexta-feira ao ser reiteradamente citado por petistas como a autoridade que supostamente eximiu a presidente afastada Dilma Rousseff de ter praticado as chamadas pedaladas fiscais. O nome de Marx foi invocado por parlamentares aliados à petista, em uma interpretação enviesada sobre o arquivamento de parte das investigações de um procedimento criminal, como mais uma tentativa de desqualificar a denúncia de que a presidente cometeu crime de responsabilidade. Diante das sucessivas invocações a seu nome, Marx disse que “está à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos aos senadores que decidirão o pedido de impeachment, não havendo necessidade de serem feitas ilações sobre seu pensamento”.
Em julho, o procurador considerou que a equalização de taxas devidas ao BNDES referentes ao Programa de Sustentação dos Investimentos (PSI) não pode ser considerada uma operação de crédito e nem uma prática criminosa. Ainda assim, Marx afirmou que a prática tem indicativos de improbidade administrativa. “Conforme esclarecido no decorrer da investigação no inquérito civil, o objetivo da União nunca foi o de se financiar por meio do BNDES, do que é inclusive credor, mas sim o de maquiar o resultado fiscal”, afirmou o procurador Marx. “Essa maquiagem, muito embora não configure o crime referido, configura improbidade administrativa e a devida definição das responsabilidades segue sendo apurada no inquérito civil”, disse ele no despacho de julho.
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Com base nessa decisão específica do BNDES e do PSI, senadores aliados à presidente Dilma sustentaram, ao longo dos debates do impeachment na quinta e na sexta, que o Ministério Público havia concluído que não houve crime por parte de Dilma. O problema, destacou Ivan Cláudio Marx nesta sexta, é que as conclusões que tomou não abarcam a situação de Dilma Rousseff, e sim de ex-ministros, servidores e diretores de bancos públicos. “A improbidade administrativa apontada se refere apenas aos atos ocorridos até o ano de 2014. A investigação ainda segue para definir quem, entre os investigados, foram os responsáveis pelos atos”, disse hoje o Ministério Público.
E mais: no processo de impeachment são analisados fatos apenas do ano de 2015. A denúncia contra Dilma Rousseff por crime de responsabilidade leva em consideração o fato de ela ter maquiado as contas públicas ao assinar decretos de liberação de crédito extraordinário, sem aval do Congresso, para garantir recursos e burlar a real situação de penúria dos cofres do governo. Ela também é acusada de ter atrasado deliberadamente repasses para o Banco do Brasil, enquanto a instituição financeira era obrigada a pagar incentivos agrícolas do Plano Safra 2015. O processo de impeachment em tramitação no Congresso não inclui irregularidades do BNDES ou do PSI.
A presidente da República afastada Dilma Rousseff© image/jpeg A presidente da República afastada Dilma Rousseff
A advogada Janaína Paschoal, uma das signatárias da denúncia contra a presidente Dilma por crime de responsabilidade, chegou a defender ao longo do processo que os parlamentares analisassem pedaladas específicas levadas a cabo por meio do Programa de Sustentação de Investimentos (PSI), conhecido como “Bolsa Empresário”. O programa, já encerrado pelo governo, foi aniquilado com um passivo de mais de 200 bilhões de reais, sendo que boa parte do valor, ou cerca de 180 bilhões de reais, entrou na contabilidade da União como dívida pública.

Luciana Amaral, André Carmona e Mateus Coutinho

 
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No segundo dia do julgamento final do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, a defesa abriu mão de uma testemunha - Esther Dweck - e aceitou transformar outras duas - Luiz Gonzaga Belluzzo e Ricardo Lodi - em informantes. Já os senadores pró-impeachment adotaram uma estratégia de não interrogar quem estava depondo para acelerar a sessão. A exemplo do primeiro dia, a sexta-feira começou com muito bate-boca e troca de acusações entre os parlamentares no Senado. Abaixo, os principais destaques da sessão desta sexta:
1. Toda a manhã foi destinada a questionamentos sobre a legalidade do depoimento da testemunha de acusação da quinta-feira, 25, o auditor do Tribunal de Contas da União (TCU), Antônio Carlos Costa D'Ávila Carvalho. A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) chegou a pedir que ele fosse desqualificado, negado por Lewandowski, com o argumento de que ele não era imparcial. Já o advogado de Dilma, José Eduardo Cardozo, desistiu de duas testemunhas de defesa, a ex-secretária de Orçamento Federal, Esther Dweck, e o advogado Ricardo Lodi. A primeira "para preservá-la", já que Gleisi a nomeou em seu gabinete. O segundo porque ajudou na perícia e poderia ser alvo de desqualificação por parte dos favoráveis ao impeachment. Agora ele será apenas um "informante". O primeiro depoente do dia, o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, só começou a falar por volta das 13h20.
2. Renan, que ficou calado durante todo o início da sessão, foi ao microfone após a sessão voltar de um intervalo e não poupou ninguém. "Não podemos apresentar essa imagem à sociedade. Fico muito triste porque essa sessão demostra que a burrice é infinita. (...)Ontem, a senadora Gleisi chegou ao cúmulo de dizer aqui para todo o País que o Senado Federal não tinha moral para julgar a Presidente da República. Como uma senadora pode fazer uma declaração dessa? Exatamente, uma senadora que, há 30 dias, o presidente do Senado Federal conseguiu, no Supremo Tribunal Federal, desfazer o seu indiciamento e do seu esposo [Paulo Bernardo, ex-ministro das gestões Lula e Dilma preso na Operação Custo Brasil]." A partir deste momento, o tumulto foi generalizado. O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) gritava "baixaria, baixaria!" se aproximando de Renan junto com a Gleisi. Os três tiveram de ser contidos pelos presentes e Lewandowski resolveu antecipar o intervalo do almoço, suspendendo novamente a sessão.Segundo aliados de Renan, ele teria "perdido a cabeça" porque Gleisi o chamou de "mentiroso" e de "coisas impublicáveis". Ela negou. O peemedebista também estaria incomodado com o tom da petista na véspera, quando ela disse que nenhum senador tinha moral para julgar Dilma.
 
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3. Por causa da confusão com Gleisi, Renan teve de atuar para afastar possível mal-estar com Lewandowski, já que a sua intervenção deu a impressão de que ele poderia interferir no andamento de processos que tramitam no STF. A equipe de comunicação da presidência do Senado preparou um "kit-explicação" com documentos e uma nota dizendo que Renan se referiu a duas petições protocoladas pela Mesa Diretora no STF. "Trata-se de manifestação pública e institucional decorrente da operação de busca e apreensão realizada no imóvel funcional ocupado pela senadora Gleisi Hoffmann e do indiciamento da senadora pela Polícia Federal."
4. Discípulos do marqueteiro do nazismo'. Irritada com as tentativas da oposição de desqualificar D'Ávila, a senadora Ana Amélia (PP-RS) afirmou que o grupo estava agindo como discípulos de Joseph Goebbels, ministro da Propaganda de Hitler na Alemanha nazista. . "São dois pesos e duas medidas. (...) Temos aqui alguns discípulos de um regime fascista, do mestre da comunicação Joseph Goebbels, que [afirmava que] repetir uma mentira tantas vezes a torna verdade. É essa técnica que estamos vendo aqui. Estou tendo que ver a Janaína Paschoal se defender de novo."
5. Com a estratégia dos senadores da base de Temer de não interrogar as testemunhas da defesa, os interrogatórios tornaram-se um cordial bate-papo entre amigos. Após Beluzzo, os senadores ouviram o professor de direito Geraldo Prado e, em seguida, começaram a ouvir Luiz Cláudio Costa, ex-secretário executivo do Ministério da Educação. Muitas vezes, a pergunta foi tão retórica, que a testemunha precisou explicar que não tem a competência ideal para responder o questionamento e tratou da questão em uma esfera teórica.
O que vai acontecer ainda:
Sábado (27 de agosto)Testemunhas: A sessão começará às 10 horas e seguirá, initerruptamente, até o fim dos depoimentos das duas últimas testemunhas de defesa - o ex-ministro da Fazenda Nelson Barbosa e o professor Ricardo Lodi.
Segunda-feira (29/8)Defesa: Dilma está notificada para comparecer ao Senado e apresentar a sua defesa às 9 horas. Ela terá 30 minutos para falar, mas esse tempo poderá ser prorrogado.
Questionamentos: O presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski, os 81 senadores, acusação e defesa podem fazer perguntas à petista, que têm o direito de ficar calada. O tempo das perguntas é de cinco minutos. Depois, acusação e defesa terão 1h30 cada uma para se manifestar.
Terça-feira (30/8)Discursos: Cada senador terá 10 minutos para se manifestar na tribuna. Em seguida, o presidente do STF fará um relatório resumido dos argumentos da acusação e da defesa. Começará, então, o encaminhamento para a votação. Nesta fase, dois senadores favoráveis ao impeachment e dois contrários terão 5 minutos cada um para se manifestar.
Votação: Não haverá orientação dos líderes das bancadas para a votação. A votação será aberta, nominal e realizada por meio de painel eletrônico. Para o afastamento definitivo da presidente, é necessário o voto de 54 senadores.

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